Série Ouro: Império, Estácio e Porto da Pedra se destacam na 2ª noite; acidente ofusca Maricá

  • 15/02/2026
(Foto: Reprodução)
Carro de Maricá fica preso no fim do desfile e deixa feridos Oito escolas fecharam neste sábado (14) os desfiles da Série Ouro, a principal divisão de acesso do carnaval carioca. Império Serrano, Unidos do Porto da Pedra e Estácio de Sá foram os destaques da 2ª noite. Um grave acidente ofuscou a União de Maricá: a última alegoria imprensou 3 pessoas. Ao todo, 15 agremiações almejam o Grupo Especial, mas apenas a campeã vai ascender. Duas serão rebaixadas para a Série Prata, na Intendente Magalhães. Nesta sexta-feira (13), 7 escolas desfilaram. Unidos de Padre Miguel, União da Ilha do Governador e Inocentes de Belford Roxo foram os destaques da 1ª noite. Veja a seguir como passou cada escola. Botafogo Samba Clube A Alvinegra do Catumbi levou para a Sapucaí o enredo “O Brasil que floresce em arte”, uma homenagem ao paisagista Roberto Burle Marx. Os carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel quiseram fugir do preto e branco e trouxeram um desfile colorido, com fantasias bem-acabadas e leves. Uma das alas carregou um regador. As crianças vieram de joaninhas alvinegras — para não remeter às cores do rival. A rainha, Wenny, foi paparicada pela irmã mais velha, Lexa. Botafogo Samba Clube abriu a 2ª noite de desfiles João Salles/Riotur Abre-alas da Botafogo Samba Clube Rafael Nascimento/g1 Diego Moreira e Beatriz Paula, casal de mestre-sala e porta-bandeira da Botafogo Rafael Nascimento/g1 Wenny Isa, rainha da Botafogo Samba Clube Anderson Bordê/AgNews Ala da Botafogo Samba Clube veio com regadores Rafael Nascimento/g1 Joaninhas da Botafogo Samba Clube são alvinegras Lucas Victorio/Riotur Botafogo Samba Clube abriu a 2ª noite de desfiles João Salles/Riotur Em Cima da Hora A Azul e Branca de Cavalcanti trouxe o enredo “Salve todas as Marias – laroyê, Pombagiras!”, sobre as entidades que simbolizam liberdade e resistência. Alegorias grandiosas trouxeram as manifestações das Pombagiras. O último carro representou a intolerância religiosa e o vandalismo contra terreiros e centros espíritas. A bateria de Léo Capoeira alternou nas paradinhas as batidas de pontos de religiões afro. A escola precisou correr bastante para fechar o desfile em 55 minutos. Abre-alas da Em Cima da Hora Rafael Nascimento/g1 Abre-alas da Em Cima da Hora Rafael Nascimento/g1 Baianas da Em Cima da Hora Rafael Nascimento/g1 Abre-alas da Em Cima da Hora Luiza Monteiro/Riotur Mestre Léo Capoeira, da Em Cima da Hora Luiza Monteiro/Riotur Desfile da Em Cima da Hora João Salles/Riotur Arranco do Engenho de Dentro Em “A gargalhada é o Xamego da vida!”, a escola contou a história do palhaço Xamego, vivido por Maria Eliza Alves dos Reis, que desafiou preconceitos em uma época em que mulheres não podiam ser palhaças. O Arranco veio leve e muito alegre, com fantasias e alegorias coloridas, e muitas referências ao circo. A mestra de bateria Laísa, filha de Laíla, fez história ao comandar os ritmistas. Ala do Arranco Luiza Monteiro/Riotur Carro do Arranco Luiza Monteiro/Riotur Baianas do Arranco Luiza Monteiro/Riotur Bateria do Arranco João Salles/Riotur Ala da Arranco Rafael Nascimento/g1 Abre-alas do Arranco Rafael Nascimento/g1 Carro do Arranco Rafael Nascimento/g1 Carro do Arranco João Salles/Riotur Império Serrano A Verde e Branca exaltou em vida a escritora Conceição Evaristo, referência da literatura negra brasileira e criadora do conceito de “escrevivências”. A escola privilegiou tons dourados e terrosos para contar a trajetória da mineira. A homenageada veio logo no abre-alas. Havia uma cadeira, mas em vários momentos Evaristo se levantou e acenou ao público, sempre cantando o samba. O hino foi outro destaque do desfile, que crescia na frase “A gente combinamos de não morrer”. Conceição ficou na dispersão até o fim do desfile, sobretudo para receber parentes e amigos que vinham no último carro. Ela definiu a apresentação da escola como uma “aula pública”. A Serrinha precisou correr no fim para não estourar o tempo. Conceição Evaristo veio no abre-alas do Império Lucas Victorio/Riotur Matheus Machado e Maura Luiza, casal de mestre-sala e porta-bandeira do Império Luiza Monteiro/Riotur Baianas imperianas Lucas Victorio/Riotur Ala do Império Serrano com a frase 'A gente combinamos de não morrer' Lucas Victorio/Riotur Desfile do Império Serrano João Salles/Riotur Quitéria Chagas, rainha do Império Anderson Bordê/AgNews Detalhe de ala do Império João Salles/Riotur Conceição Evaristo veio no abre-alas do Império Rafael Catarcione/Riotur Estácio de Sá Com o enredo “Tatá Tancredo: O papa negro no terreiro do Estácio”, a Vermelha e Branca trouxe a trajetória de Tancredo da Silva Pinto, escritor, compositor, colunista e líder religioso que marcou a história do samba e da umbanda. O samba, um dos melhores da safra, conduziu o Leão pela Avenida. Os ritmistas da bateria vieram de papa. As baianas rodaram com uma fantasia de Calçadão de Copacabana. A escola trouxe grandes alegorias com efeitos de iluminação. O abre-alas veio com “Deixa Falar”, fundada por Tata. Para o último carro, os holofotes da Sapucaí chegaram a ser apagados. Houve correria no fim, mas o Leão encerrou a tempo. Comissão de Frente da Estácio de Sá João Salles/Riotur Leão da Estácio veio carnavalesco Tata Barreto/Riotur Bateria da Estácio veio de papa Tata Barreto/Riotur Desfile da Estácio de Sá Alex Ferro/Riotur União de Maricá Um acidente no fim do desfile ofuscou a apresentação da escola da Região dos Lagos. A última alegoria imprensou 3 pessoas. Um homem, funcionário da agremiação, teve fratura grave. O atropelamento veio quando a escola enfrentava problemas na evolução e precisou correr. O carro envolvido no acidente, aliás, cruzou a Avenida apagado, quando era previsto que reluzisse. Até então, “Berenguendéns e balangandãs”, sobre joias-amuletos que as mulheres negras usam, era apresentado com muito luxo e muito brilho. Atropelamento foi na altura da Apoteose g1 Carro de Maricá que atropelou 3 pessoas Alex Ferro/Riotur Carro da União de Maricá Bianca Santos/Riotur O 2º carro de Maricá teve um princípio de incêndio na Apoteose Alexandre Macieira/Riotur Drones da União de Maricá Rafael Nascimento/g1 Unidos do Porto da Pedra Com “Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite”, o Tigre de São Gonçalo deu voz às profissionais do sexo, revisitando um tema guardado por anos pelo carnavalesco Mauro Quintaes, agora sem estereótipos ou preconceitos. A narrativa transitou entre o sagrado e o profano, o luxo e a pobreza — e trouxe muitas surpresas. Mestre Pablo, comandante da bateria, veio fantasiado de tigresa, ficando irreconhecível. As baianas representaram a Madame de Pompadour, a amante do rei Luís XV. Comissão de Frente da Porto da Pedra Alex Ferro/Riotur Baianas da Porto da Pedra Alex Ferro/Riotur Ala da Porto da Pedra João Salles/Riotur Carro da Porto da Pedra trouxe poderosas no pole-dance Rafael Nascimento/g1 Elisa Sanches, veterana atriz pornô, em carro da Porto da Pedra Rafael Nascimento/g1 Andressa Urach veio de polaca Rafael Nascimento/g1 Mestre Pablo (C), da Porto da Pedra, veio de tigresa Rafael Nascimento/g1 Unidos da Ponte Com o enredo “Tamborzão – O Rio é baile! O poder é black!”, a Azul e Branca de São João de Meriti exaltou as raízes negras e periféricas do Rio de Janeiro, destacando o som que nasce nas favelas e ecoa ancestralidade, luta e alegria. Ídolos do gênero marcaram presença: DJ Marlboro e Stevie B, veteranos do funk, arrancaram aplausos. A história da música também foi lembrada, com CDs e vinis. A cultura da laje foi representada por meninas de biquíni de fita isolante. Thalita Zampirolli, rainha da Ponte, veio com CDs Rafael Nascimento/g1 Comissão de frente da Unidos da Ponte Rafael Nascimento/g1 Baianas da Ponte Luiza Monteiro/Riotur Unidos da Ponte encerra os desfiles da Série Ouro no carnaval do Rio Alexandre Macieira / Riotur Carro da Ponte teve biquíni de fita Luiza Monteiro/Riotur

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2026/noticia/2026/02/15/serie-ouro-como-foi-a-2a-noite.ghtml


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